Eu sou um adorador de animes com temática de harém. Não necessariamente, aqueles que se fundamentam no ecchi, personagens em situações comprometedoras ou aquela cena clássica onde o protagonista entra no quarto de uma garota, sem pedir licença. Gosto mais daqueles que controem a relação do protagonista com as heroínas, como é o caso de Kawaikereba Hentai demo Suki ni Natte Kuremasu ka?, que não só é fundamentada na relação dos personagens, se sustenta neles para continuar interessante. E, é tão diferente, que consegue.

Sinopse

Muitos meninos, especialmente na adolescência, querem ter uma namorada. Keiki Kiryuu não é exceção. Numa tarde agitada, seus dias de lamentação por não ter um amor, parecem ter chegado ao fim, quando ele recebe uma carta de amor de um remetente anônimo – junto com uma calcinha branca.

Para determinar a identidade de sua admiradora secreta, conhecida como “Cinderela”, ele passa a investigar várias possíveis candidatas, incluindo sua senpai, Sayuki Tokihara, sua kohai, Yuika Koga e sua colega de classe, Mao Nanjou. No entanto, enquanto Keiki procura descobrir quem pode ser essa garota misteriosa, ele conhece os fetiches pervertidos escondidos por trás dos inocentes exteriores de cada candidata…

O protagonista e as heroínas

Aqui está o principal motivo para eu continuar assistindo esse anime, semana após semana. Animes deste tipo, costumam montar suas histórias encima de clichês comuns ao meio: Uma tsundere, uma yandere, um protagonista idiota… Enfim, personagens que eu venho tendo aversão, temporada após temporada. Mas, aqui, estes clichês são deixados de lado, em prol de personagens com personalidades únicas – e estranhas.

Como a própria sinopse de Kawaikereba deixa claro, todas as garotas que rodeiam o protagonista, tem algum tipo de fetiche. Na lista acima, podemos elencar: Yuika, que é dominadora; Sayuki, que gosta de pet play; Mao, que é fujoshi, e que desenha um mangá yaoi onde o protagonista são Keiki e seu melhor amigo; e Mizuha, que tardiamente revela o seu fetiche – que vou deixar implícito para quem ainda irá assistir ao anime.

Todas elas têm uma relação para com o protagonista, que foge do comum: Nenhuma tem alguma inibição em revelar este lado fetichista a ele. Aliás, todas querem realizar estes fetiches com ele, mesmo que não tenham entrado num acordo de como colocar isso em prática.

Pode parecer esquisito, e de fato é, mas no meio de um subgênero do anime que se repete à exaustão, qualquer diferenciação sobressairá. E o harém precisará continuar buscando novas formas de chamar a atenção da audiência. Se for com personagens exóticas, eu gosto e dou fé.

A história

Aqui temos onde estes animes se repetem. Muito embora, não tenham para onde correr. São situações escolares, já que animes harém também são slice-of-life, em certa medida. Novamente, depende das personagens a diferenciação entre um anime e outro.

Yuiga e Keiki
Apesar de Hensuki ainda ser um ecchi, ele não usa desse artifício o tempo todo – apenas em momentos realmente necessários!

Em Kawaikereba, por exemplo, isso funciona ao quebrar todas as expectativas do clichê, colocando alguma situação onde as personagens mostram suas intenções fetichistas. Basta dizer que sua expectativa será subvertida. E é maravilhoso.

Ao mesmo tempo, o protagonista é um personagem gostável. Nestes animes, muitos são os que mais irritam do que me fazem torcer por ele (Né Rito, de To LOVE-Ru?). Ele, por si só, têm carisma. Ele funciona sozinho, se preciso fosse. É algo pelo qual eu tiro o chapéu.

A animação

Um ponto que me chamou a atenção, foi a forma como o anime foi feito. Muito silêncio, muita pausa, muitos enquadramentos estranhos à este tipo de animação. E longe de ter ficado ruim; Muito pelo contrário: Funcionou perfeitamente, para o ritmo da história. No final, estes “silêncios” mais beneficiaram do que atrapalharam o ritmo que se seguia.

A direção exótica das cenas eram um complemento ao próprio ar exótico que as heroínas nos passavam. Maravilhoso, para dizer o mínimo.

Conclusões

Kawaikereba Hentai demo Suki ni Natte Kuremasu ka? é o tipo de anime que eu recomendaria para quem quer algo lhe pareça familiar, mas que de alguma forma não é. É interessante, mas não chega a ser uma obra-prima. Eu tenho dificuldades em pensar se, um dia, este anime terá uma segunda temporada. Mas não custa sonhar, né?

Siga o Tokyotopia!

Vamos conversar sobre nossas waifus favoritas, aquela cena de luta que te deixou sem ar, e muito mais! O Tokyotopia está em todas as principais redes, e você também pode receber todas as novas postagens na sua caixa de entrada!

Publicado por Henrique

Apaixonado por jornalismo desde a infância, apaixonado por animes desde a adolescência, sem rumo na vida desde sempre. Comecei minha vida de blogueiro, escrevendo sobre coisa séria, mesmo com 11 anos de idade. Mudei completamente, quando conheci minha primeira waifu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *